quinta-feira, 5 de junho de 2008

Preço do Carbono permite apresentar ameaça para a economia australiana

O custo de licenças de carbono irá passar para US$ 100 por tonelada em 2020, impulsionado pela subida dos preços do petróleo e pela ambiciosa meta de corte da Europa de 20% nas emissões de estufa. Este novo preço para a concessão de licenças para emitir gases com efeito estufa poderá ter um impacto devastador sobre a economia australiana. Com isso, o governo move-se para finalizar o projeto nacional de um regime de comércio de emissões a partir de 2010. Já o Projeto de Modelação do Setor de Eletricidade da Austrália sugere um preço do carbono de apenas US$ 45 a tonelada, o que seria o suficiente para encerrar três das quatro castanha do carvão em centrais elétricas e outras nos estados Victoria, no sul da Austrália, NSW e Queensland, provocando um aumento de 50% na energia. Já a nova análise do Deutsche Bank sinaliza que mesmo com os grandes investimentos em energia renovável a potência européia terá a necessidade de construir sociedades com mais de 100 novas cargas-bases de gás com centrais eléctricas que prometeu entregar com os cortes nas emissões, consumindo cerca de seis vezes todo o mercado de gás do leste australiano. O analista do Deutsche Bank, Mark Lewis, considera que para este investimento seria necessário um aumento significativo do valor das licenças de emissão estufa, em comparação com o seu atual preço de E26 ($ 40) que passou a E40, E67 e que irá aumentar a uma tonelada em 2020. “O preço das licenças estufa poderiam ser forçados a aumentar ainda mais os preços do petróleo mundial”. Para coincidir com o Dia Mundial do Ambiente, hoje, o conselheiro-chefe da Austrália para Políticas Climáticas, Ross Garnaut, irá dar uma palestra em Canberra para discutir os custos e os benefícios de gases com efeito de atenuação. O professor Garnaut já sugeriu anteriormente um regime australiano de comércio de emissões a partir de 2010, no qual deveriam ser abertos ao comércio internacional de licenças e deverá aceitar o preço mundial de estufa, no qual é fixado pelo maior mercado europeu de carbono. (Matthew Warren, escritor de Meio Ambiente junho 05, 2008 – The Australian Newspaper)

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